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                                     pesquisa e criação: Armando José Capeletto

        Cateto (Tayassu tajacu)

[cateto]        O cateto (Tayassu tajacu), caititu, taititu, pecari, pecari-de-coleira ou porco-do-mato é um mamífero semelhante a um pequeno javali, com 40cm de altura (garrote) e com comprimento de 95cm.

        Suas formas são maciças e possuem membros curtos, com 4 dedos nos anteriores e apenas 3 nos posteriores.

        As patas são pretas e o animal possui uma coloração rosilha, resultante de uma pelagem grossa e anelada de branco em fundo amarelo e preto ou castanho-escuro.

        Na linha do pescoço verificam-se pêlos mais longos e brancos, que formam um colar que termina nos ombros. Possuem ainda pupilas redondas e não ovaladas. São desprovidos de cornos e não ruminam. A arcada dentária é formada por 38 dentes: 10 incisivos, 12 pré-molares, 12 molares e 4 caninos. Possuem dois pares de mamas e um estômago dividido em 2 camadas.

        Em estado natural, os catetos vivem em bandos e são muito ferozes e valentes. Sua distribuição geográfica é muito diversificada, podendo ser encontrados no sudeste dos Estados Unidos, na América Central e América do Sul. Preferem as regiões desérticas, com vegetação árida, ou florestas com menos de 1000 metros de altitude.

        Usam como habitação natural as moitas, fendas de troncos de árvores ou grutas sem umidade, sendo que procuram se afastar o mínimo possível dessas moradias, adotando uma vida sedentária.

        Os bandos são formados por 5 a 15 animais, sendo que a agressividade aparece quando um membro é perseguido ou ferido. Esses bandos deslocam-se pelas adjacências quando precisam de mais alimentos. Os sexos são misturados e não há determinação de quem é o chefe. Existe ainda em todos os catetos uma glândula característica próxima a cauda, que segrega uma substância oleaginosa, cujo odor tem um papel fundamental no reconhecimento individual e de território. Para tanto, um animal esfrega o focinho na glândula do outro.

        A carne desse animal é muito apreciada. Pode ser preparada na brasa ou ao tucupi. Para o consumo é imprescindível se castrar o macho imediatamente após o abate, para que o sabor da carne não seja alterado.
        Para o manejo desse animal silvestre em cativeiro, deve-se proceder um registro junto ao IBAMA, que regularizará a criação.

        Se capturados jovens, os catetos são facilmente amansáveis. Podem ser alimentados com ração suína ou alimentos equivalentes. Milho, batata-doce, capim, talos de verdura e até cascas de banana podem ser fornecidos. Em estado natural os animais procuram raízes e frutos, chegando muitas vezes a invadir plantações, danificando as colheitas.
        Apreciam também larvas e vermes, caçando inclusive cobras que não os afetam com suas mordidas e picadas. Para instalar os animais, deve ser uma área com vegetação nativa, sem barulho ou sons que possam perturbar-los . É aconselhável que o tratamento diário (fornecimento de alimento) seja feito sempre pela mesma pessoa, em horários regulares e constantes. Instalar cochos de cimento, mantendo-os sempre limpos.

        Os catetos não devem ser confundidos com os queixadas, descritos a seguir.


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atualizado em: maio/2002

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