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pesquisa e criação: Armando José Capeletto

 

Eqüinos

Domesticação

Por volta de 5.000 a.C., no início da domesticação do cavalo , admite-se que 4 subespécies de cavalos haviam evoluído na Eurásia, duas de pôneis e duas de cavalos:

  • Tipo 1 - pônei - estabelecido no noroeste da Europa, esse animal era resistente à umidade e condições mais desfavoráveis; vários pôneis europeus descendem desta linhagem.
    Tipo 2 - pônei - maior e mais pesado, habitava o norte da Eurásia e era apto a suportar o frio invernal. O Highland pony, das terras altas da Escócia, é descendente direto desta linhagem.

    Tipo 3 - cavalo da Ásia Central, equivalente ao Akhal-Teke moderno e tolerante ao calor.

    Tipo 4 - cavalo do leste da Ásia e postulado como ancestral do cavalo árabe.

[akhal-teke]

Cavalo Akhal-Teke, de origem norte-africana, descendente da linhagem 3.

[árabe]

Cavalo árabe típico, descendente da linhagem 4.

Os animais dos tipos 3 e 4, esguios e velozes, foram a matriz genética do cavalo árabe e dos cavalos norte-africanos que, mais tarde, foram levados à Península Ibérica pelos mouros. Posteriormente, deixaram sua influência também no PSI (puro sangue inglês). São animais adaptados à velocidade e, conseqüentemente, seus sistemas respiratório e cárdio-vascular são fundamentais em sua performance atlética.

Os pôneis europeus dos tipos 1 e 2, após intenso trabalho de seleção e melhoramento genético, originaram a maior parte das raças européias atuais, de estrutura robusta e porte elevado, sendo usados tipicamente como animais de tração. É o que ocorre, por exemplo, com as duas raças francesas mostradas abaixo.

[breton]

cavalo bretão

[percheron]

percheron

[pintura rupestre]

    Todos os povos que passaram pela Península Ibérica - celtas, íberos, cartagineses, gregos, romanos, visigodos, germanos e mouros - trouxeram cavalos que se misturaram, para formar o andaluz, uma das raças mais antigas do mundo, e o lusitano, o cavalo português que seria trazido para o Brasil, após o Descobrimento.

    O cavalo andaluz, atualmente chamado pelos espanhóis de PRE (Pura Raza Española) - descende dos primitivos cavalos ibéricos, cujas referências aparecem em pinturas rupestres de cavernas da Espanha, datadas de mais de 20 mil anos.

    O lusitano descende de antigos cavalos europeus domesticados pelos celtas e pelos íberos, há mais de 10 mil anos, acrescidos da influência genética de cavalos norte-africanos, introduzidos pelas invasões mouras da idade medieval. Reúne, assim, características européias e africanas.

    Juntamente com o andaluz, a raça lusitana forneceu os primeiros cavalos trazidos para a América do Sul a partir do século XVI, originando as principais raças sul-americanas, entre as quais o criollo argentino e o mangalarga.

    Assim, as linhagens européias e asiáticas se miscigenaram, para formar os primeiros cavalos introduzidos em solo brasileiro.

[égua andaluz amamentando]

[lusitano]

Andaluz (e) e lusitano (d).

 

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atualizado em: abril/2002

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