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                                     pesquisa e criação: Armando José Capeletto

        O estresse nos animais silvestres

        Segundo GIOVANARDI (2002), no ambiente natural, animais silvestres normalmente não demonstram suas fraquezas, escondendo os sinais de doença até estarem próximos à morte. Em função da constante luta pela sobrevivência, esta seria uma forma de, instintivamente, tentar burlar os predadores e/ou competidores.

        No cativeiro, eles conservariam esse instinto, dificultando a detecção precoce das doenças e diminuindo os resultados do tratamento.

        Deve-se acrescentar que sinais de estresse nem sempre são evidentes nos animais, muito menos nos silvestres, principalmente considerando-se o atual desconhecimento do que seria o padrão normal de comportamento da maioria das espécies silvestres e de suas necessidades, em termos de ambiência. Além do que, sabe-se que o cativeiro, para animais nascidos em liberdade, é uma condição estressante por si mesma.

        Esses fatos exigem dos profissionais responsáveis pelo manejo de silvestres - médicos veterinários, biólogos, zootecnistas, tratadores - uma observação minuciosa e constante. A ocorrência de qualquer sintoma de estresse em animais silvestres (os mesmos normalmente verificados em animais domésticos), deve indicar que o manejo está incorreto e os animais em questão precisam de cuidados especiais.

        Os principais comportamentos a serem observados são:

  • Alterações de apetite - geralmente diminuição ou ausência, mais raramente excesso;

  • Apatia ou agitação extremas;

  • Excessiva agressividade contra outros animais do recinto ou tratadores;

  • Tentativas contínuas de fuga - o animal se debate contra grades ou telas, às vezes ferindo-se gravemente até a morte;

  • Comportamentos deslocados como coprofagia, autoflagelações, arrancamento de pelos ou penas, tentativas constantes de cópula, etc.;

  • Ausência de comportamento de corte, por parte dos machos, e de aceitação do acasalamento pelas fêmeas; invariavelmente, um animal estressado não se reproduz;

  • Infanticídio e/ou canibalismo de filhotes, após o parto.

        Enfim, a observação comportamental é o primeiro passo para se decidir sobre a conveniência ou necessidade de exames clínicos mais sofisticados, incluindo a tomada de temperatura retal, contagem das freqüências cardíaca e respiratória, exames laboratoriais, dosagem de hormônios do estresse, etc.

        O estudo do estresse em animais silvestres, incluindo espécies cuja domesticação para fins de produção está se iniciando, permanece como um campo aberto de pesquisas a todos os interessados no bem estar animal.


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atualizado em: maio/2002

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